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A
freguesia e vila de Pedroso, situada no Interior Sul
do concelho de Vila Nova de Gaia, tem o nome com
origem no Castro do Monte Murado (Castro Petrosos), e
data do ano 7 D.C. Era um povoado castrejo habitado
pelos Turdulos Velhos, e era servido pela via que
ligava Olissipo a Bracara Augusta.
Em
1982, foram encontradas placas de bronze,
(Tesserae Hospitales), datadas dos anos 7 e 9
D.C., que foram considerados os achados arqueológicos
mais importantes na década na Península Ibérica.
Pedroso (faz parte do principal roteiro arqueológico
de Portugal. Estas placas, constituem o documento
escrito mais antigo sobre Pedroso, e são a prova
inequívoca da sua identidade histórica, que remonta
a muito antes da nacionalidade portuguesa.
O
Mosteiro de Pedroso, o verdadeiro ex-libris desta
Milenar terra, foi doado por D. Gondezinho, e
fundado segundo Frei Luís de S. Tomáz no ano
de 867.
Pedroso
teve a honra de ser Couto em foral concedido por D.
Afonso em carta de 3 de Agosto de 1128.
Em
consequência este diploma, definiu uma zona de influência
do Mosteiro de Pedroso, que se distribuiu por 37
freguesias que foram desde Vila Nova de Gaia, até
Santa Maria da Feira, ao termo de Aveiro, do Vouga, ao
concelho de Lafões e à freguesia de Santa Eulália
de Vila Maior, no concelho de Pereira Jusã.
Dentro
da área do Couto em cujo centro ficava o Mosteiro, se
fazia ao tempo todo o tipo de actividades económicas.
Além das terras referidas, o Mosteiro ainda possuía
11 Igrejas, nas quais tinha direito de representação:
Sanguedo,
Fiães, Vale, Paramos, Machinhata de Seixa, Riba UI,
Souto, Milheirós, Vila Maior, Seixezelo e
Alquerrubim.
Pedroso
e o seu Mosteiro tiveram ainda a honra de ter acolhido
no seu seio, Frei Pedro Julião, que foi seu abade
comandatário, que mais tarde foi nomeado Papa João
XXI (ou Pedro Hispano).
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